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Colégio João Paulo II
Vila Real
Edição 8 · Out 2026 · Semana 8

O período mais longo do ano: manter a chama acesa

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Colégio João Paulo II, Vila Real VILA REAL
Edição 8 · Out 2026 · Semana 8
Fernando Fidalgo
Fernando Fidalgo
Mensagem do Diretor Pedagógico Geral

Crescer também é aprender a discordar bem

Há uma competência que raramente se vê nas pautas e nos relatórios, e que decide muito do que acontece numa escola: saber discordar sem magoar. Discordar de um colega no recreio, de um professor numa avaliação, de uma regra que parece injusta ou, no caso dos mais crescidos, de uma opinião numa sala cheia.

Esta capacidade não nasce feita. Aprende-se aos poucos, em cada etapa. Na creche e no pré-escolar, discordar ainda é dizer «não» em voz alta, e a nossa tarefa é ajudar a criança a encontrar palavras para isso. No 1.º ciclo, é aprender a esperar pela vez de falar e a ouvir até ao fim. Nos ciclos seguintes, é dar razões em vez de levantar a voz. No secundário, é conseguir mudar de ideias sem sentir que se perdeu. Em todas as fases, o aluno precisa de um adulto atento por perto, que não resolva tudo por ele, mas que também não o deixe sozinho.

Visito salas todas as semanas e reparo que os melhores momentos de aula raramente são os de acordo total. São aqueles em que alguém diz «eu vejo isto de outra maneira» e a turma tem de parar para pensar. Um professor que acolhe essa frase sem se ofender, e um aluno que a diz sem querer ofender, estão ao mesmo tempo a aprender e a exercer cidadania.

Em casa, o princípio é o mesmo. Discordar à mesa, com calma, e perceber que a relação sobrevive à conversa é uma das lições mais úteis que um filho pode levar para a vida adulta. Ajuda muito que nos vejam discordar bem, entre adultos, e pedir desculpa quando exageramos. Discordar bem também se ensina.

Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.

Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Geral

Fernando FidalgoDiretor Pedagógico Geral
Luís Fernandes
Luís Fernandes
Coluna de Opinião

O período mais longo do ano: manter a chama acesa

Se perguntarmos a um aluno, a um professor ou a um pai quando é que o ano letivo custa mais, a resposta mais honesta é: agora. Não é em setembro, que traz novidade, nem em junho, que traz o fim à vista. É esta fase longa do primeiro período, em que o arranque já passou e o Natal ainda vem longe.

Será que a solução é pedir mais entusiasmo? Não creio. A energia de uma criança não é a mesma todos os dias, nem todos os meses. Há semanas em que rende muito e outras em que parece que nada avança. Um aluno que abranda em outubro não está necessariamente a desistir. Pode estar apenas cansado e precisar que um adulto repare nisso antes de lhe pedir mais.

Ajudam as coisas simples, que raramente parecem importantes. Dormir as horas que a idade exige. Deixar o telemóvel fora do quarto à noite, para que o sono não seja interrompido. Deixar que o aluno organize sozinho a sua semana, mesmo que se engane, porque quem escolhe o caminho cansa-se menos do que quem o recebe feito. E guardar todos os dias algum tempo livre para brincar, sem horário e sem tarefas, aos 4 ou aos 16 anos.

Do nosso lado, prometemos o que pedimos: paciência. E, se o vosso filho chegar a casa a arrastar a mochila, comecem por um lanche e por ouvi-lo, antes de perguntarem pelos trabalhos. Contem connosco, vamos falando.

Luís FernandesDiretor Pedagógico, Colégio João Paulo II Vila Real
A Dr.ª Teresa Gomes a explicar à turma o sistema respiratório, com um esquema dos pulmões projetado no quadro
Conte-nos como foi

Dois pais médicos foram à sala de aula

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Conte-nos como foi

Dois pais médicos foram à sala de aula

Uma turma do 1.º ciclo recebeu duas visitas muito especiais. Dois encarregados de educação, ambos médicos, vieram partilhar com os alunos um pouco da sua profissão. Associámos o trabalho dos nossos pais aos conteúdos abordados em Estudo do Meio.

A Dr.ª Teresa Gomes, médica pneumologista, falou sobre o sistema respiratório. O Dr. Ricardo Almendra, também médico, veio falar sobre o sistema circulatório.

Conte-nos como foi, Dr.ª Teresa Gomes

Foi uma experiência muito especial poder ir à sala do meu filho e partilhar com a turma um pouco daquilo que faço no meu dia a dia. Falar sobre o sistema respiratório de uma forma simples e próxima permitiu-me ver a curiosidade e o entusiasmo das crianças, que participaram muito e fizeram perguntas muito interessantes.

Foi também muito gratificante perceber que, através de exemplos práticos, conseguimos tornar aquilo que aprendem nos livros mais real e fácil de compreender. Para mim, enquanto mãe e médica, foi um momento muito feliz: poder contribuir para a aprendizagem deles e, ao mesmo tempo, fazer parte por um bocadinho da vida escolar do meu filho. Quem sabe se não contribuímos para despertar vocações?

Dr.ª Teresa Gomes, médica pneumologista

Agradecemos à Dr.ª Teresa Gomes e ao Dr. Ricardo Almendra a disponibilidade e o entusiasmo com que vieram à nossa sala.

A Dr.ª Teresa Gomes a explicar à turma o sistema respiratório, com um esquema dos pulmões projetado no quadro
A Dr.ª Teresa Gomes junto ao quadro, a falar sobre para que serve respirar
A Dr.ª Teresa Gomes a apontar para uma imagem dos pulmões e do diafragma
Um aluno a ouvir os batimentos do coração de um colega, com um estetoscópio
O Dr. Ricardo Almendra a apresentar «A viagem do sangue» a uma turma sentada nas mesas
O Dr. Ricardo Almendra a explicar o sistema circulatório, com o esquema do coração projetado, numa sala às escuras
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Conselhos do Gabinete Psicopedagógico

Falar da escola em casa

Outubro | Conversar com os filhos sobre o dia

«Como correu o dia?» «Bem.» «O que fizeste?» «Nada.» Quase todas as famílias conhecem esta conversa. Não é desinteresse. Muitas vezes, a criança chega a casa cansada e, perante uma pergunta muito geral, responde com uma só palavra.

O Gabinete Psicopedagógico deixa algumas ideias simples para tornar estas conversas mais fáceis e mais ricas.

Pequenas mudanças na pergunta e no momento fazem muita diferença.

O que ajuda em qualquer idade
A pergunta

Perguntas concretas recebem respostas mais longas. Em vez de «Como correu o dia?», experimente «O que fizeste de que mais gostaste?» ou «Com quem brincaste?».

O momento

Nem sempre é à chegada a casa. O caminho de carro, o lanche ou a hora de deitar costumam ser melhores ocasiões. Dar algum tempo para descontrair também ajuda.

A escuta

Ouvir sem interromper e sem corrigir. Quando a criança sente que é ouvida, volta a contar. Se contar um problema, reconheça primeiro o que sentiu, antes de procurar uma solução.

O que procurar em cada idade
Berçário e Creche

Ainda não contam o dia por palavras. Pode ser o adulto a falar do que sabe que aconteceu, como «Hoje brincaste na areia!». Dar nome às emoções e aos momentos ajuda a linguagem a crescer.

Pré-Escolar

Funcionam melhor as perguntas simples e concretas, como «Quem se sentou ao teu lado?». Os desenhos e as brincadeiras também contam o dia. Pode pedir à criança que lhe mostre o que fez.

1.º Ciclo

Pedir que ensine algo que aprendeu ou que mostre os trabalhos torna a conversa mais natural do que um interrogatório. Silêncios prolongados merecem uma conversa calma.

2.º e 3.º Ciclo

Com a pré-adolescência, as respostas tendem a encurtar. Conversar enquanto se faz outra coisa, como cozinhar ou passear, costuma ser mais fácil do que frente a frente. Respeitar o que o jovem quer guardar para si, mantendo sempre a porta aberta.

Secundário

Os jovens falam quando sentem que não vão ser julgados. Mostrar curiosidade pelos seus interesses, partilhar também o seu dia e evitar que todas as conversas girem em torno das notas.

Vale a pena estar atento a sinais que se prolongam: mudanças de humor, isolamento, recusa em ir à escola ou desinteresse repentino por aquilo de que antes gostava. Perante estes sinais, convém conversar com calma com o seu filho e, se necessário, falar com o diretor de turma ou com o Gabinete Psicopedagógico.

Desejamos a toda a comunidade escolar muitas boas conversas.

Ementa da Semana

Ementa da Semana

Semana de 19 a 23 de outubro de 2026

CrecheAlmoço · 5 diasVer
DiaSopa berçárioSopaPratoSobremesa
SegundaSopa de cenoura com carne de vacaSopa de cenouraCarne de vaca picada estufada com esparguete e couve branca cozida1,3Maçã starking
TerçaSopa de favas com pescada4Sopa de favasPescada cozida lascada com batata e abóbora4Laranja
QuartaSopa de repolho com peruSopa de repolhoPeru estufado desfiado com abóbora e arrozPera
QuintaSopa de nabos com tilápia4Sopa de nabosFilete de tilápia assado no forno lascado com macarronete e brócolos1,4,6,10Maçã golden
SextaSopa de abóbora com frangoSopa de abóboraFrango estufado ao natural desfiado com arrozBanana
GeralAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoSaladaSobremesa
SegundaSopa de cenouraCarne de vaca picada estufada com massa esparguete1,3Repolho ripadoMaçã starking
TerçaSopa de favasFilete de pescada assado com batatas salteadas4Salada de cenoura raspadaLaranja
QuartaSopa de repolhoArroz de pato à moda antiga (gratinado no forno com queijo)1,6,7Salada de tomatePera
QuintaSopa de nabosFilete de tilápia assado com massa macarronete1,4,6,10Brócolos cozidosMaçã golden
SextaSopa de abóboraCoxa de frango estufada com ervilhas e arroz brancoSalada de alfaceBanana
OvolactovegetarianaAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaVegetarianaSaladaSobremesa
SegundaSopa de cenouraGrão-de-bico estufado com cenoura e esparguete1,6,10Repolho ripadoMaçã starking
TerçaSopa de favasSalada de batata, cenoura, ervilhas e tofu1,6Salada de cenoura raspadaLaranja
QuartaSopa de repolhoFeijão catarino estufado com cogumelos e arrozSalada de tomatePera
QuintaSopa de nabosSoja tostada no forno com macarronete1,6,8,10,11Brócolos cozidosMaçã golden
SextaSopa de abóboraEstufado de grão-de-bico, abóbora e ervilhas com arroz branco1,9,10,11,12Salada de alfaceBanana

Consulte a plataforma eCommunity para a lista completa de alergénios e informação nutricional detalhada.

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